Caros amigos e amigas, este blog é um meio que encontrei de compartilhar artigos, textos, reflexões bíblicas sobre a vida e os desafios de se por em prática aquilo que cremos. Boa leitura!
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sábado, 24 de novembro de 2012
Qual Seu Propósito na Vida?
Por Flitz Klumpp
Sinto-me fascinado pela vida do homem mais sábio que já viveu: rei Salomão, filho de Davi e terceiro rei de Israel. Ele reinou no século X A.c., governando durante a era de ouro em Israel. Apesar das espantosas realizações e notoriedade, o resumo de sua vida, da perspectiva de seus últimos dias, foi que “É tudo vaidade (sem sentido)” (Eclesiastes 1.2,14).
Olhando para Salomão e tudo quanto ele alcançou durante sua célebre existência, não posso deixar de perguntar: “Como alguém que começou tão bem, e fez tantas coisas, pode chegar ao final da vida e concluir que o que realizou não fazia sentido?”
Muitos começaram idealisticamente fazendo algo que sentiu daria significado à sua vida, para depois se desiludir. Tenho observado isto em muitos que começam carreiras militares. São idealistas e pensam que podem ajudar a realizar coisas importantes, mas a realidade da guerra os leva à decepção. A resultante perda de propósito pode contribuir para o transtorno do estresse pós-traumático (PTSD, em inglês). O mesmo tipo de decepção é experimentado por pessoas envolvidas com a política e o mercado de trabalho.
Todos desejam que a vida valha a pena; todos desejam uma vida significativa. Sempre penso na afirmação do filósofo Blaise Pascal sobre o “vazio com forma de Deus”, que existe no coração de cada pessoa, um vazio que somente Deus pode preencher. John Maxwell, na "Bíblia da Liderança Cristã", se refere a outro vazio: vazio com forma de vida, que somente pode ser preenchido por uma missão na vida.
A conclusão de Salomão que “tudo é inútil, é correr atrás do vento” (Eclesiastes 1.14), diz respeito ao trabalho feito “debaixo do sol” (Eclesiastes 4.7). Se o propósito para a vida não pode ser encontrado “debaixo do sol”, então precisamos procurá-lo em outro lugar: olhar na direção do céu! Se queremos encontrar verdadeiro significado e propósito, precisamos olhar para o próprio Deus.
Meu amigo e mentor de longa data, Joe Coggeshall, me desafiou durante anos a escrever uma “declaração de propósito de vida”. “Companhias de sucesso têm uma declaração de propósito ou missão”, ele me dizia. “Por que você não pode ter a sua?” Finalmente aceitei o desafio e, desde então, descobri que considerar e por em palavras meu propósito na vida, transformou-se numa bússola que me permite rejeitar o bom em favor do melhor.
Na versão Amplificada da Bíblia, Paulo escreve: “(Porque o meu firme propósito é) que eu possa conhecê-lo (a Jesus Cristo) – [que eu possa progressivamente conhecê-lo pessoalmente mais profunda e intimamente, percebendo e reconhecendo e compreendendo as maravilhas de Sua pessoa mais forte e claramente]” (Filipenses 3.10). No que diz respeito a propósito de vida, este me parece bem razoável.
Qual é o seu propósito? Por que você faz o que faz? Se você não tem uma declaração de propósito de vida, por que não faz uma?
Questões Para Reflexão ou Discussão
1. Já lhe aconteceu, apesar de muita atividade e esforço, não realizar muita coisa? Por que isso acontece?
2. Que acha da avaliação desanimadora do rei Salomão, que “tudo é vaidade e correr atrás do vento”?
3. O autor sugere considerar nosso propósito de vida e colocá-lo sob a forma de uma declaração. Você já fez a sua?
4. Como você responderia se alguém lhe perguntasse hoje, qual o seu propósito na vida?
5. Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 6.20-23; 14.12; 17.24; 19.20; Eclesiastes 12.9-14; Mateus 5.16; 6.19-21,33.
Sobre o autor deste texto:
Fritz Klumpp e sua esposa, Ann, vivem em Ashland, Virgínia, EUA. Ele foi piloto da Marinha Americana, serviu durante a Guerra do Vietnã, aposentou-se depois de uma carreira como piloto na Delta Air Lines. Seu website é www.fritzklumpp.com. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes e Eude Martins.
sábado, 17 de novembro de 2012
Começar de novo
Por Richard José Vasques
Quando falamos em começar de novo, dá a impressão que esperamos alguma coisa chegar ao final, para daí recomeçarmos. É uma forma de se pensar nesse assunto. Por outro lado, geralmente quando se chega ao final de uma tarefa ou de um projeto, começa-se outra tarefa ou projeto. Nós não fazemos a repetição deles. Às vezes começamos realmente desde o início novamente. Um exemplo disso é quando estamos trabalhando num texto no computador, e por descuido ou falta de hábito, não salvamos o trabalho em andamento e acabamos perdendo-o por alguma pane ou operação indevida. Aí sim teremos de começar de novo; fazer tudo novamente. Quanto desgaste isso traz!
Se olharmos para nossas vidas, considerando que cada dia é um dia, e que não sabemos se haverá um novo dia, ao iniciarmos um novo dia podemos dizer que estamos começando de novo: a nossa vida. Com esse foco, o ideal é que nosso dia seja bastante agradável e produtivo, mas nem sempre é assim. Quantas vezes gastamos nosso tempo em atividades e ações que não agregam nada à nossa vida nem à vida das pessoas que nos cercam, ou com as quais nos relacionamos. Como fazer então para o nosso dia ser produtivo e agradável? Creio que cada um tem a sua receita, apesar de muitas vezes não ser possível aplicá-la.
Estou lendo um livro de autoria de John Maxwell, intitulado “O Líder 360º”. Num trecho do livro, ele comenta sobre uma prática adotada pelo General aposentado do Exército Americano, Tommy Franks, que criou uma disciplina de olhar e se preparar para o intangível. Todos os dias de sua carreira, desde 23/02/88, ele começava o seu trabalho planejando o dia. Para isso ela respondia à seguinte pergunta: “Quais são os maiores desafios que posso enfrentar hoje?” em um cartão para aquele dia. Na parte de baixo do cartão ele escrevia os cinco problemas mais importantes que poderia enfrentar e na parte de trás do cartão, as oportunidades que poderiam aparecer naquele dia.
Todas as manhãs, desde aquele dia, ele anotava os Desafios e Oportunidades que poderiam surgir em cada dia. O General disse que o importante não é o cartão em si, mas preparar-se para cada dia. Preparar-se para começar de novo. Cada dia, um recomeço. Podemos ainda pensar em fases da nossa vida. De repente em determinada fase as coisas não estão acontecendo como gostaríamos que acontecesse. O que podemos fazer de diferente para nos ajustarmos à nova realidade? Fazer diferente. Esse é realmente um desafio. Nossa tendência é pensar que só sabemos ou podemos fazer aquilo que estamos acostumados a fazer.
Nova visão a cada dia. Novos focos, ou reforço de algo que precisa de continuidade. John Maxwell citou também um comentário da Psicóloga Joyce Brothers: “Confie nos seus palpites”. Quanto mais você concentra sua atenção no que é intangível, mas aguçada ficará a sua intuição. Estar aberto a tudo o que é novo, a perceber as oportunidades, a “sentir” os seus palpites. Intangíveis: coisas que não podemos quantificar ou mensurar num primeiro momento, mas que podem trazer grandes resultados.
Novos resultados somente com novas ações. Já foi dito que se você continua fazendo as mesmas coisas, no máximo você continuará obtendo os mesmos resultados. Se esses resultados são bons e as suas ações estão alinhadas a ele, OK. E se não forem bons? O que fazer? Mesmo obtendo bons resultados é importante pensar em aprimoramento das ações que estão levando àqueles resultados. Na cultura da qualidade ou da gestão, dizemos que aplicamos o ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Controlar e Agir de forma corretiva sempre que necessário). Esse ciclo é também chamado de “Ciclo da Melhoria Contínua”.
Melhorar sempre. Às vezes a melhoria tem a ver com redução de ritmo para se processar os ajustes necessários. O desafio é conciliar esse tempo, essas novas ações, com os compromissos vigentes. Penso que o cartão do General Tommy Franks pode nos ajudar a criar essa cultura, de recomeçar a cada dia. Pensar nos desafios e oportunidades e estabelecer ações planejadas para enfrentá-los e buscá-las, respectivamente.
Num dos trechos do Sermão do Monte, Jesus diz assim: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mateus 6:34). Não estar inquieto com o próximo dia, mas parar para avaliar como ele pode ser mais produtivo e agradável, trazendo resultado para a nossa vida e para a vida dos nossos semelhantes. Apesar de todos os planos, as coisas ainda podem acontecer de forma diferente do planejado. O Rei Salomão nos lembrou disso: “muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor”. (Provérbios 19.21).
Então nos cabe, ao preenchermos nosso cartão modelo Tommy Franks, perguntar ao Senhor qual é o propósito dele para o nosso dia. Que o propósito do seu dia agrade ao Senhor. Boa semana.
E-mail: rjv@rjv.com.br Website: www.rjv.com.br
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Não basta correr mais rápido

Ed René Kivitz
Para quem deseja independência para fazer o que gosta
Toda terça almoço com um grupo de oito profissionais. Todos jovens, sadiamente ambiciosos e acreditando que um dia vão dar a tacada certa. Em comum, o desejo de conciliar o sucesso profissional com a qualidade de vida pessoal, ou como disse Jesus, descobrir como ganhar o mundo sem perder a alma. Aliás, vez por outra discutimos a respeito de quem foi que disse que temos mesmo que ganhar o mundo, e se o projeto de ganhar a alma já não seria suficientemente desafiador e compensador. Mas o fato é que todos temos que defender o leite das crianças e já que estamos metidos no mercado, buscamos encontrar caminhos menos opressivos e estressantes. Nem precisa dizer que ninguém está contente com a vida de assalariado.
Dia desses a conversa começou quando um deles me perguntou como poderia fazer um plano de vida e carreira que o levasse à independência financeira de modo a poder se dedicar às coisas que realmente acredita, sabe e gosta de fazer. Essa foi fácil. A resposta já estava embutida na pergunta. Não tenho a menor dúvida que a independência financeira não é um pré-requisito para que alguém se dedique ao que acredita, sabe e gosta de fazer. Justamente ao contrário: a independência financeira é uma conseqüência natural para quem se dedica ao que acredita, sabe e gosta de fazer. Em outras palavras, o segredo do sucesso é a vocação.
Aristóteles disse que onde suas habilidades se cruzam com as necessidades ao seu redor, aí está sua vocação. O gênio definiu uma equação com três conceitos: habilidades mais necessidades igual a oportunidades. Para mim, vocação é a maneira como Deus se expressa através de uma pessoa. Todo mundo tem uma centelha da divindade, que os teólogos dizem estar embutida na imago Dei, a imagem e semelhança de Deus, segundo a qual foram criadas todas as pessoas. Acredito nisso. Os consultores chamam isso de talento. Eu chamo de vocação.
Talento é uma habilidade que você tem. Vocação é uma coisa que você é. Por exemplo, uma mulher cujo talento é costurar usa seu talento enquanto está costurando. Mas costurar é uma habilidade. A vocação é algo mais fundo, mais intrínseco à natureza da pessoa. Algo como ser bom com pessoas, ser bom com raciocínio abstrato, ser bom com música, ser bom de coordenação motora e por aí vai. Ou então ser criativo, ter senso de humor, ser empático, isto é, saber se colocar nos sapatos do outro. Observe que o sujeito que é criativo é capaz de encontrar soluções no trabalho, mas também tem grandes sacadas para resolver conflitos familiares ou simplificar uma reunião de condomínio [Vai ser criativo assim lá longe!]
O segredo, portanto, é você identificar quem você é, como você funciona, qual é o conjunto de habilidades embutidas na sua natureza individual e singular. O grande lance é discernir o que é que você faz "com o pé nas costas" ou o que você faz naturalmente, como uma extensão de você mesmo. Em seguida você tem que buscar a excelência. Fazer como o Michael Jordan, que praticava mais de mil arremessos diariamente. Depois, você identifica o mercado, isto é, faz uma lista de quem são as pessoas e ou organizações que precisam desse seu jeitão peculiar de ser. Saber quem pode se beneficiar da sua vocação é meio caminho andado. Aí está a oportunidade. O último passo é você embalar a coisa de maneira atrativa para o seu mercado.
Aquela lengalenga de formar filho doutor, e que profissionais bem sucedidos são aqueles que cursaram universidade e arrumaram um bom emprego é coisa do passado. Não é isso que ensino aos meus filhos. O que quero para meus filhos é que eles identifiquem sua vocação, seu pool de talentos. Depois a gente pergunta onde eles podem desenvolver ao máximo esse mix singular que Deus lhes deu. Pode ser uma universidade, um estágio na floresta Amazônica, dias inteiros, inclusive finais de semana, atrás de um balcão, num laboratório dissecando rãs, ou quem sabe, atrás de um teclado de computador ou pilotando um fogão.
Você já ouviu falar em Jim McCann? Pois o camarada tinha uma pequena floricultura em Manhattam e hoje é o dono da 1-800-FLOWERS, a maior fornecedora de flores do mundo, onde se pode enviar flores e outros badulaques bonitinhos através de um clique no mouse ou discando um 1-800 que eu não sei qual é, até porque os caras não entregam no Brasil.
E no senhor Irineu Evangelista de Souza, já ouviu falar? Talvez não, mas você sabe quem é. Entrou para a história como o Barão, e depois, Visconde de Mauá. Começou como balconista de uma loja de tecidos, e foi também caixeiro. Depois foi trabalhar numa empresa de importação, onde ainda na adolescência foi o homem de confiança do patrão, aos 23 foi promovido a gerente, logo depois, se tornou sócio da firma, e aos 32 já era um dos homens mais ricos do Império. Foi quando decidiu investir na construção dos estaleiros da Companhia Ponta da Areia, em Niterói (RJ), o que o tornou fundador da indústria naval brasileira. Foi também banqueiro, participou da construção de ferrovias e rodovias e da implantação de uma companhia de gás para iluminação pública. Gostaria de saber em que escola se aprende isso. Abre mais parêntesis. É bem verdade que antes de morrer ele dissolveu todo o patrimônio para pagar dívidas e você pode dizer que ele ganhou o mundo e perdeu a alma, e depois perdeu o mundo que havia ganhado. Há controvérsias. E caso você tenha razão, acho que ele poderia ter se beneficiado muito dos meus almoços às terças. (Vai ser pretensioso assim lá longe!). Fecha parêntesis.
O fato é, companheiro, (achavas que eu ia esquecer o Luiz Inácio Lula da Silva?), que o futuro é dos que são capazes de transformar seu mix de talentos em produto ou serviço. Estes são os que têm um profundo senso de sua vocação e sabem onde querem chegar. No meio do caminho vão encontrando meios de se aperfeiçoar, aprender, crescer. Eles não esperam chegar lá para que depois se dediquem a uma coisa que eles acreditam, sabem e gostam de fazer. Eles chegam lá exatamente porque se dedicam a fazer uma coisa que acreditam, sabem e gostam de fazer. Ou como disse Eric Liddell, uma das estrelas inglesas dos Jogos Olímpicos de 1924, "para ser campeão não basta correr mais rápido, é preciso gostar de correr".
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Saber ler

Por René Padilla
Vamos falar de livros. Melhor, de leituras. E começo com uma afirmação que não requer provas: não basta ler, tem que saber ler.
Em certo sentido, há só uma maneira de aprender a ler; e é lendo. Da mesma forma quando se trata de aprender a caminhar ou a nadar. Mas isso não exclui que alguém possa aprender algo da experiência dos outros. Limito-me a três conceitos práticos.
1. RECONHEÇA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Não me refiro à leitura de textos de estudo ou livros de consulta aos quais você recorre em busca de informação para passar num exame ou sair de um apuro relacionado à sua profissão. Refiro-me a outro tipo de leitura: a que se faz por escolha, não por obrigação; essa da qual se poderia prescindir se não se sentisse impulsionado a ela pela fome de Verdade, Amor e Beleza.
Pedir que hoje se reconheça o valor deste tipo de leitura ao qual faço referência não é pedir pouco. Como destacou Jean Daniélou, a civilização técnica habituou o espírito a modos de agir nos quais primam valores como a verdade. Neste ambiente, é completamente compreensível que, para muitos, a leitura seja classificada entre as coisas que não servem para nada ou pelo menos entre as coisas para as quais "não há tempo". Julgada de um ponto de vista utilitarista, é algo que deve ceder lugar às mil e uma ocupações "urgentes" que demandam nossa atenção.
E o que dizer da maneira como o sistema vigente, na grande maioria das universidades, fomenta a formação desses "bárbaros civilizados" (a expressão é de Ortega y Gasset) que são a maioria de nossos profissionais. Se a universidade é concebida como a agência que outorga títulos "oficiais" na base da memorização das anotações do professor ou da habilidade para copiar a matéria, mal se pode esperar que delas saiam gente para quem a leitura seja uma necessidade vital.
Quando sua luta implacável contra o presidente García Moreno o levou ao exílio de seis anos em Ipialos (Colômbia), Juan Montalvo não se queixou de nada tanto quanto de ter que viver sem livros: "Sem livros, senhores, sem livros! Se têm entranhas, derretam em lágrimas". Os livros para ele eram uma necessidade vital.
Também deveriam sê-lo para o cristão universitário, ainda que talvez por razões diferentes. Onde, senão a eles, pode-se ir se se deseja alcançar uma integração entre sua fé e o conhecimento humano, ou uma perspectiva histórica, ou uma compreensão da natureza do homem do ponto de vista da cultura contemporânea. Máximo Gorki considerava o livro como "uma realidade viva e próxima... menos uma 'coisa' que todas as outras coisas criadas ou a ser criada pelo homem". E o cristianismo tem que aprender a apreciar o potencial que há no diálogo com os livros para a formação de uma mente tão atenta ao Deus da criação como ao Deus da revelação.
Atrevo-me a dizer que sem a leitura de bons livros não existe a possibilidade de um cristão firme, um cristianismo que enfrente as forças de desumanização do homem na sociedade moderna.
2. SELECIONE BEM OS SEUS LIVROS
Poderíamos dizer que a boa leitura começa antes mesmo do ato de ler, já que começa com a seleção dos melhores livros. E quanto mais rápido aprendemos esta lição, tanto melhor. Ao iniciar minhas andanças pelo amplo mundo dos livros, cometi o erro de ler qualquer livro que caía em minhas mãos — Quem me devolverá as horas que passei lendo absurdos?! Hoje dificilmente leio um livro do qual não esteja seguro de antemão que vale a pena lê-lo. Saber ler é, em primeiro lugar, saber selecionar o que se lê.
É óbvio que não se pode ler tudo o que se publica: mesmo se contássemos com os meios econômicos necessários, de qualquer maneira faltaria-nos o tempo.
Menos óbvio, entretanto, é que nem tudo o que se publica vale a pena ser lido. Com os livros acontece o mesmo que com as pessoas: as aparências enganam. Como alguém já disse: "Em muitos livros acontece como nos caixões: o melhor que têm são as tampas". Pelo menos entre editores evangélicos há os que pensam que o mais importante em um livro é a diagramação e o título. Isso explica a quantidade de "lixo" traduzido do inglês, lindamente apresentado, que se vende nas livrarias evangélicas ao longo do continente. Sobram os exemplos!
O problema é como selecionar. Permito-me fazer as seguintes sugestões a respeito.
● Quando se sentir atraído por um livro, não se deixe enganar pelas aparências. Nunca compre livros pelo título (Quantos livros levam títulos que não têm nada a ver com o conteúdo?). Estude o sumário, folheie o livro e leia um ou outro parágrafo para comprovar se seu interesse inicial se justifica.
● Leia com cuidado as resenhas bibliográficas que aparecem em revistas (por exemplo as de Missão). Busque assessoria pastoral de gente que merece sua confiança. Anote as recomendações de livros que os próprios escritores incluem nos seus. Elabore uma lista de livros que te interessariam ler, dando prioridade para aqueles que tenham recebido comentários mais favoráveis. Uma lista assim pode te livrar de cair na armadilha de se apaixonar por um livro à primeira vista porque você gostou da capa ou do título.
Já que você não pode ler tudo o que se publica, nem sequer se você se limitar ao seu campo de interesse, trate de ler exclusivamente O MELHOR do muito que se publica. Por si só isso já é uma grande tarefa!
3. ESTUDE OS SEUS MELHORES LIVROS
É necessário reconhecer que, no final das contas, só se comprova quão bom é realmente um livro quando ele foi lido de cabo a rabo. O sobrevoo prévio pode evitar que desperdicemos tempo e dinheiro com os livros que não merecem nem um nem outro. Mas para aproveitar ao máximo a leitura, não basta ler os melhores livros: é necessário estudá-los, os que, de todos os livros que lemos, julguemos excepcionais. Dou duas razões:
● A memória humana, mesmo nos mais dotados, é sumamente frágil. Por isso, facilmente esquecemos o que lemos, ao menos que se suplemente a leitura inicial (geralmente rápida) com uma segunda leitura mais detida, e inclusive com a redação de um resumo das ideias básicas do autor. Um biógrafo de Abraham Lincoln conta que ao ler seu próprio livro depois de dez anos se surpreendeu do pouco que se lembrava de Lincoln. Se isto acontece com o autor, quanto mais é de se esperar que aconteça com o leitor. Saber ler implica estudar e vez por outra reler os melhores livros.
● É melhor assimilar poucos livros do que ler muitos. Francis Bacon me deu este valioso conselho há alguns anos: "Alguns livros são para provar, outros para engolir, e uns poucos para mastigar e digerir. Em outras palavras, alguns livros se devem ler apenas parcialmente; outros devem ser lidos, mas não com muita atenção, e apenas uns poucos devem ser lidos inteiramente e com toda a diligência e atenção". Devo muito a esse conselho.
Não basta ler: tem que saber ler. E a boa leitura é um instrumento poderoso na formação de uma mente cristã. Depois de tudo, "crer é também pensar".
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René Padilla René Padilla é equatoriano, doutor em Novo Testamento pela Universidade de Manchester. Foi o Secretário Geral para América Latina da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos e, porteriormente, da Fraternidade Teológica Latino-americana (FTL). Tem dado conferências e ensinado em seminários e universidades em diferentes países de América Latina e ao redor do mundo. Atualmente é o Presidente Honorário de Fundación Kairós, em Buenos Aires, e coordenador de Ediciones Kairós.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Descobrindo a sua vocação - Amando o seu trabalho
por Jim Mathis
Ouvi dizer certa vez que a gente deveria encontrar algo que amasse fazer e à qual se dedicaria com ou sem pagamento e, só depois, procurar quem lhe remunerasse por tal tarefa. Muitos atletas, músicos, comediantes, escritores, fotógrafos, guardas florestais, instrutores de esqui, guias turísticos e motoristas profissionais, com certeza admitiriam que este teria sido o seu melhor projecto. Outros concordariam que amar o que fazem foi um dos maiores motivos para a escolha de suas profissões.
Tive três carreiras distintas e cada uma delas foi o resultado de um "hobby" ou de uma vocação, que acabou tornando-se em profissão. Comecei como músico profissional e me admirava pelo facto das pessoas pagarem para eu me divertir. A seguir veio a fotografia, quando o meu desejo de financiar um "hobby" se transformou numa carreira de 25 anos. Finalmente, o meu amor a Deus e ao próximo tornou-se uma actividade vocacional, junto a profissionais e homens de negócios. Se eu vier a ter mais uma ou outra vocação, antes que os meus dias de trabalho findem, estou certo que terão ligação com algo que eu ame, caso contrário, não conseguiria desempenhar a tarefa por muito tempo.
Lições da vida de um Rei
O rei Salomão, cuja vida é contada na Bíblia, foi considerado o homem mais sábio que já viveu. Foi também um dos mais ricos de toda a história. No fim de sua vida, escreveu sua história contando o que havia aprendido. Falando francamente de seus sucessos e fracassos, encorajou seus leitores a aprenderem com o seu exemplo. Sua história é chamada de "Eclesiastes", e no capítulo 3, versos 12-13, ele escreve:
"Então entendi que, nesta vida, tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho. Isso é um presente de Deus."
Um outro escritor, o apóstolo Paulo, escreveu em Colossenses 3:23: "Trabalhem arduamente e de bom ânimo em tudo quanto fizerem, tal como se estivessem trabalhando para o Senhor e não simplesmente para seus senhores."
Há um conceito errado, entre aqueles que crêem em Deus, de que o trabalho é um "mal necessário" – uma punição pelo pecado. Porém, o primeiro livro da Bíblia afirma que o trabalho existia antes do pecado (Génesis 2.15). A Adão e Eva foram confiados os cuidados com o Jardim, antes que cometessem seu primeiro pecado. Deus espera que trabalhemos e o trabalho deve ser algo que amamos fazer com entusiasmo.
Descobrindo a sua “chamada” – Reconhecendo Suas Paixões
Deus criou cada um de nós para um propósito. Ele criou cada indivíduo como um ser único, com um conjunto específico de traços de personalidade, dons e interesses ou paixões. Costumamos chamar a estas características de "chamada". Descobrir a sua "chamada" é um passo importante para amar o trabalho que faz. Muitos de nós, infelizmente, tivemos nossas paixões roubadas há muito tempo. Encontrá-las, às vezes pode transformar-se numa autêntica expedição arqueológica. Uma certa consultora vocacional costuma pedir aos seus clientes que escrevam suas autobiografias, para que possam descobrir onde perderam suas paixões.
Uma boa pergunta: "O que faria se não estivesse apreensivo?" A frase, "Não tema" aparece na Bíblia 365 vezes -- uma para cada dia do ano! Deus mostra-Se sério sobre o Seu mandamento sobre não ficarmos temerosos -- com relação ao nosso futuro, às nossas necessidades ou ao nosso trabalho.
Se se sente intranquilo no seu trabalho, ou crê que se sentiria mais realizado fazendo alguma outra coisa, fazer a si mesmo as perguntas abaixo, poderia ser uma boa maneira de reavaliar a "chamada" de Deus para sua vida e trabalho:
• Qual é a sua paixão? O que ama fazer tem significado, é recompensador?
• Você deixou que alguém ou alguma circunstância "roubasse" sua paixão?
• O que faria, se não estivesse apreensivo?
Jim Mathis
________________________________________
O Sr. Jim Mathis e sua esposa, Louise, vivem em Kansas, USA. Ex-empresários especializados no processamento de fotografias em branco e preto, trabalham juntos e fazem parte da equipe da CBMC em Kansas City.
Ouvi dizer certa vez que a gente deveria encontrar algo que amasse fazer e à qual se dedicaria com ou sem pagamento e, só depois, procurar quem lhe remunerasse por tal tarefa. Muitos atletas, músicos, comediantes, escritores, fotógrafos, guardas florestais, instrutores de esqui, guias turísticos e motoristas profissionais, com certeza admitiriam que este teria sido o seu melhor projecto. Outros concordariam que amar o que fazem foi um dos maiores motivos para a escolha de suas profissões.
Tive três carreiras distintas e cada uma delas foi o resultado de um "hobby" ou de uma vocação, que acabou tornando-se em profissão. Comecei como músico profissional e me admirava pelo facto das pessoas pagarem para eu me divertir. A seguir veio a fotografia, quando o meu desejo de financiar um "hobby" se transformou numa carreira de 25 anos. Finalmente, o meu amor a Deus e ao próximo tornou-se uma actividade vocacional, junto a profissionais e homens de negócios. Se eu vier a ter mais uma ou outra vocação, antes que os meus dias de trabalho findem, estou certo que terão ligação com algo que eu ame, caso contrário, não conseguiria desempenhar a tarefa por muito tempo.
Lições da vida de um Rei
O rei Salomão, cuja vida é contada na Bíblia, foi considerado o homem mais sábio que já viveu. Foi também um dos mais ricos de toda a história. No fim de sua vida, escreveu sua história contando o que havia aprendido. Falando francamente de seus sucessos e fracassos, encorajou seus leitores a aprenderem com o seu exemplo. Sua história é chamada de "Eclesiastes", e no capítulo 3, versos 12-13, ele escreve:
"Então entendi que, nesta vida, tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho. Isso é um presente de Deus."
Um outro escritor, o apóstolo Paulo, escreveu em Colossenses 3:23: "Trabalhem arduamente e de bom ânimo em tudo quanto fizerem, tal como se estivessem trabalhando para o Senhor e não simplesmente para seus senhores."
Há um conceito errado, entre aqueles que crêem em Deus, de que o trabalho é um "mal necessário" – uma punição pelo pecado. Porém, o primeiro livro da Bíblia afirma que o trabalho existia antes do pecado (Génesis 2.15). A Adão e Eva foram confiados os cuidados com o Jardim, antes que cometessem seu primeiro pecado. Deus espera que trabalhemos e o trabalho deve ser algo que amamos fazer com entusiasmo.
Descobrindo a sua “chamada” – Reconhecendo Suas Paixões
Deus criou cada um de nós para um propósito. Ele criou cada indivíduo como um ser único, com um conjunto específico de traços de personalidade, dons e interesses ou paixões. Costumamos chamar a estas características de "chamada". Descobrir a sua "chamada" é um passo importante para amar o trabalho que faz. Muitos de nós, infelizmente, tivemos nossas paixões roubadas há muito tempo. Encontrá-las, às vezes pode transformar-se numa autêntica expedição arqueológica. Uma certa consultora vocacional costuma pedir aos seus clientes que escrevam suas autobiografias, para que possam descobrir onde perderam suas paixões.
Uma boa pergunta: "O que faria se não estivesse apreensivo?" A frase, "Não tema" aparece na Bíblia 365 vezes -- uma para cada dia do ano! Deus mostra-Se sério sobre o Seu mandamento sobre não ficarmos temerosos -- com relação ao nosso futuro, às nossas necessidades ou ao nosso trabalho.
Se se sente intranquilo no seu trabalho, ou crê que se sentiria mais realizado fazendo alguma outra coisa, fazer a si mesmo as perguntas abaixo, poderia ser uma boa maneira de reavaliar a "chamada" de Deus para sua vida e trabalho:
• Qual é a sua paixão? O que ama fazer tem significado, é recompensador?
• Você deixou que alguém ou alguma circunstância "roubasse" sua paixão?
• O que faria, se não estivesse apreensivo?
Jim Mathis
________________________________________
O Sr. Jim Mathis e sua esposa, Louise, vivem em Kansas, USA. Ex-empresários especializados no processamento de fotografias em branco e preto, trabalham juntos e fazem parte da equipe da CBMC em Kansas City.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Conquistando respeito

Por Rick Warren
Para alcançar sucesso no trabalho é indispensável boa reputação. Estudo recente revelou que a diferença entre os melhores profissionais de vendas e os de desempenho médio, não está no seu talento, mas na reputação. As pessoas têm mais confiança naqueles que atingem as maiores performances em vendas, cuja produtividade é, em parte, reflexo da confiança que conquistaram.
Ninguém gosta de fazer negócios com quem não respeita. A Bíblia ensina: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas” (Provérbios 22.1). Em outras palavras, a confiabilidade que as pessoas lhe atribuem é mais importante do que o valor do seu salário.
Um erro comum que se comete é pensar que reputação é apenas questão de imagem, ou seja, a forma como os outros a percebem, baseado em fatores externos. Sendo assim, elas se preocupam com questões como: “Como está minha aparência?”, ou, “Será que eu disse a coisa certa?” A construção de uma reputação duradoura, entretanto, requer que o foco se concentre sobre o caráter (o que não é visto, o que é interno) e não na imagem (o que é visível exteriormente). É preciso conquistar o respeito.
Os livros de Provérbios e Salmos na Bíblia dão algumas dicas sobre como conquistar o respeito dos outros:
. Pela integridade. Nos negócios, ganhamos respeito ao longo do tempo, pela demonstração da consistência entre o que falamos e o que fazemos. Não é algo que se possa comprar ou simplesmente conceder a alguém. “Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto”(Provérbios 10.9).
. Pela humildade. Quando as pessoas percebem humildade disposição para por de lado metas e interesses pessoais a fim de encarar os outros como mais importantes do que nós mesmos elas se tornam mais desejosas de trabalhar conosco.“O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra” (Provérbios 29.23).
. Pela confiança. Ao ver que cumprimos nossa palavra e nossos compromissos, mesmo quando são inconvenientes ou nos custam caro, conquistamos respeito. “Aquele que mantém a sua palavra mesmo quando é prejudicado... nunca será abalado” (Salmos 14.2-5).
. Pelas prioridades estabelecidas. Empregados, colegas de trabalho, clientes e fornecedores nos respeitam quando têm confiança que os propósitos e metas que estabelecemos foram cuidadosamente avaliados. “Quem procura o bem será respeitado...” (Provérbios 11.27).
. Pela generosidade. A pessoa que pensa nos outros e considera sinceramente suas necessidades merece o respeito deles. “Reparte generosamente com os pobres; a sua justiça dura para sempre; seu poder será exaltado em honra” (Salmos 112.9).
. Por colocar Deus em primeiro lugar em sua vida. A quem você serve, seja no trabalho ou na vida pessoal? Qual é o fundamento para o que você faz e as decisões que toma? Sua resposta a estas perguntas afetará grandemente a medida de respeito que receberá dos outros. “Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas” (Provérbios 3.4-6).
domingo, 14 de junho de 2009
Tomando decisões importantes
por Ailto Santana
Pergunta: Preciso tomar uma decisão importante. Como decidir com sabedoria? Como saber qual a vontade de Deus para minha vida?
Resposta: Meu querido irmão em Cristo Jesus:
Existem oito passos que poderão revelar a você á vontade de Deus para sua vida:
1º Passo é: A Vontade de Deus e a sua vontade.
Confiar tão plenamente em Deus, a ponto de acreditar que à vontade de Deus é melhor do que a minha vontade. É aceitar que o plano de Deus é melhor que o meu plano.
Você se lembra das palavras de Jesus no Getsêmani?
Lucas 22:42 “Pai, se possível, passa de mim este cálice sem que eu beba, todavia não se faça a minha vontade mais a Tua”.
Jesus sentia o peso dos pecados da humanidade sobre seus ombros. Ele temeu aquele momento e pediu a Deus que “se possível”, Ele não gostaria de morrer, mas em seguida disse: Faça-se a Tua vontade!
Uma coisa é concordar com Deus quando vontade ele e a nossa coincidem. Mas e quando á vontade de Deus é totalmente oposta a nossa?
Há uma luta, entre a nossa vontade e a vontade de Deus, e muitas vezes nós Fazemos de Deus um empregado nosso, ou como o gênio da lâmpada mágica e esperamos que Deus diga sim para nossos desejos.
O 2º Passo é: Oração!
Alguns dizem:— Ah eu não tenho vontade, e como eu não sou hipócrita, então eu não oro!
Se você não está com vontade de orar, então diga isto pra Deus! Você pode dizer:
— Olha Senhor, hoje eu não estou nenhum pouco a fim de orar! Ultimamente eu estou achando é que o Senhor não liga a mínima pra minha vida!
Isto foi uma oração? Sim!
Orar é falar com Deus e abrir o coração pra Ele como quem fala com um amigo!
1ª Pedro 5:7 - “Lançando sobre ele toda a nossa ansiedade porque ele tem cuidado de nós”, sabe o que isto quer dizer?
Deus é o ombro amigo no qual você pode desabafar!
Algumas pessoas complicam muito este negócio de se relacionar com Deus.
Oração? É conversar com Deus.
Fé? É confiar em Deus. Mas como ter fé, como confiar em alguém que você não conhece? Para muitos Deus é um ilustre desconhecido, com quem não gasta quase nenhum tempo.
Comunhão? É passar tempo falando com Deus e ouvindo suas respostas, como você faria com o seu grande amor.
Fale com Deus em oração, ouça suas respostas pela Bíblia, passe tempo com Deus, faça de Deus seu confidente, seu consultor. O próprio Cristo sempre consultava o Pai em tudo.
Ore: Senhor faça a tua vontade na minha vida!
3º Passo é: Estudar a Palavra de Deus.
Se você quer conhecer a Vontade de Deus vai ser necessário Conhecer a Deus. E só na Bíblia você vai saber como ele age, como Ele se revela.
Tem uma grande diferença entre conhecer a respeito de Deus e conhecer a Deus. Ao ler a Bíblia , tenha sempre dois objetivos:
1- Se informar (estudando)
Algumas pessoas pegam os livros do começo da Bíblia para ler e se cansam logo, porque existem muitas genealogias. Estas partes não são para meditação e leitura, são para serem estudadas.
E para que estudar isto?
Bem, você lê a história dos espias de Israel que foram protegidos por uma prostituta chamada Raabe, estuda a bonita história de Rute, que mesmo não sendo judia decidiu seguir o Deus da Bíblia, então você estuda as genealogias e quem era filho de quem e quem era pai de quem e descobre que Jesus foi descendente tanto de Rute, como de Raabe. Daí você pensa assim: Puxa, se o Filho de Deus tem em sua linhagem gente assim simples, então não importa de onde eu vim, pois Deus poderá me usar sendo eu do jeito que sou!
2- Ouvir a voz de Deus (meditando e aplicando para sua vida).
A leitura da Bíblia ensinará você a conhecer a vontade geral de Deus para todas as pessoas. Porque tem muita gente que toma decisões erradas por não conhecer a vontade de Deus que já está revelada. O que está revelado não precisa ser mais revelado! Devemos ler a Bíblia para ter sabedoria. Para tomar qualquer decisão é preciso sabedoria, e como diz a Bíblia em Tiago 1:5 “Se você tem falta de sabedoria peça a Deus. Que a todos dá liberalmente” e em Provérbios 3:13 diz: “Bem aventurado o homem que acha a sabedoria, e o homem que adquire o conhecimento”.
Deus promete entrar em contato conosco pois ele mesmo diz no Salmo 32:8 “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir, guiar-te-ei com os meus olhos”.
Se você fizer da leitura da Bíblia um hábito, logo você notará a diferença que isso fará na sua vida.
4º Passo: Não se guie pelos sentimentos.
Cuidado porque você poderá ser enganado pelos seus sentimentos. Provérbios 16:25, diz: “Há caminhos que parecem direitos, mas o seu fim são caminhos da morte”.
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que até começaram bem mais depois de algum tempo tomaram decisões levando em conta apenas à vontade própria.
5º Passo: Ouça os conselheiros de Deus (Familiares, amigos, líderes religiosos....) Se Sansão desse ouvidos ao seu pai...
Provérbios 11:14 vemos “...na multidão dos conselheiros há segurança”.
Mas cuidado! Muitas pessoas pagam para receber conselhos de pessoas que não crêem em Deus e não têm relacionamento com Ele. Procure o conselho de pessoas que conhecem a Deus e se relacionem com Ele no dia-a-dia.
Salmos 1:1 “Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores...”
Mas cuidado para não ser parte de um outro grupo de pessoas que nunca aceitam conselhos de ninguém!
Moisés estava com o povo no meio do deserto e recebeu a visita de seu sogro. O velho e experiente, Jetro viu a maneira como Moisés cuidava das questões do povo, como administrava tudo, e ao ver isto, se espantou!
Moisés tinha uma administração tão centralizada, que fazia com que ele trabalhasse demais!
Jetro chamou então Moisés de lado e disse:
Êxodo 18:17 “Não é bom o que fazes, logo desfalecerás, ouça a minha voz, e eu te aconselharei”.
Moisés então ouviu o conselho do experiente Jetro, e colocou lideres entre o povo, chefes de mil, de cem, de dez, e a partir daí as coisas foram muito melhores.
Através de Moisés vemos que Deus pode usar pessoas próximas de nós para nos orientar. Podem ser nossos parentes, amigos, Deus pode usar: mensagens, sermões.
6º Passo: Examine a providência de Deus
O que é providência? É a sabedoria com que Deus conduz todas as coisas. Veja o plano de Deus como um quebra cabeças. Peças que com o tempo vão se encaixando e formando um painel que vai se ampliando. Como diz Davi no Salmo 103:2 “Bendize, oh minha alma ao Senhor e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios”.
Faça uma retrospectiva de sua vida, de como só depois você pôde ver como Deus guiou sua vida sem que você percebesse. Faça isto e você vai poder perceber para onde Deus está te levando.
Lembra-se de Abraão? Gênesis 12:1 “Ora o Senhor disse a Abraão: Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai e vá para a terra que eu te mostrarei”
Você viu só: A ordem do Senhor foi por etapas. Primeiro sai daqui para o lugar que eu te mostrarei, e o Senhor foi conduzindo a sua vida. Foi assim também com o povo de Israel ao sair do Egito. E pode observar que é quase uma regra na vida de quase todo os personagens da Bíblia.
Com Deus é assim! Nunca entendemos o que acontece em nossa vida na hora em que tudo acontece! Mas podemos ter certeza de que Deus é sábio demais para cuidar de tudo!
Pronto agora você já tem base para tomar uma decisão já passou pelos seis passos:
1º colocou de lado a vontade própria,
2º você orou.
3º você estudou a palavra de Deus.
4º você deixou de lado os seus sentimentos
5º você se aconselhou com algumas pessoas
6º você já viu a providência de Deus dirigindo sua vida; então:
O 7º Passo é: Com base nestes seis passos: Tome uma decisão. A Bíblia está cheia de convites para a decisão. Josué 24:15 diz: “Escolhei hoje a quem sirvais” . Elias em 1º Reis 18:21 disse ao povo: Até quando coxeareis entre dois pensamentos: Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal segui-o”.
Mas ainda falta um passo?
O 8º e último passo: Convide a Deus para continuar no comando da sua vida.
Peça a Deus pra não deixar você se afastar do plano dele para a sua vida.
Sabe, conhecer a Vontade de Deus não basta. É preciso ir além. A Palavra de Deus diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará” Salmos 37:5
Tenho usado este principio na minha vida.
Que Deus te abeçoe ricamente,
Do amigo, irmão em Cristo e vizinho na Nova Terra,
Ailto Santana
EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE
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