sábado, 26 de maio de 2012

A sorte dos desgraçados


Por Ricardo Gondim

Publicado em 7/12/2011

Não aguento mais ser pesado, medido, comparado, avaliado. No instante em que me puxaram de dentro da mamãe, começou: “Quantos centímetros?” “Qual peso?” “E a cor dos olhos?” “Com três meses, sentou?” “Já engatinha?” “Aprendeu a ler com que idade?” “Passou de ano?” “Tirou dez em álgebra?” “Sabe trigonometria?” “Domina quantos idiomas?” “Tem pós-doutorado em que áreas?”.

Fico a imaginar o constrangimento da vizinha que teve filho com menos quilos ou com lábio leporino. Qual o peso nos ombros dos pais do menino com alguma anomalia genética? O que dizer para a menina de seios pequenos? O que pensar da enfermeira? – ela não chegou a ser médica! Por que Deus distribui seus dons sem critério?

Para mim, chega. Esse campeonato além de não ter nenhum vencedor, cansa. Desisto de chegar em primeiro lugar. Abro mão da primeira fila de cadeiras. Estou ficando velho para entrar em octógnos com gente de QI anabolizado.

Sinto-me parceiro de Álvaro de Campos no Poema em Linha Reta. Eu também ando farto de semideuses. Mas, vou além dele. Peço licença, quero sair. Não ambiciono o título de ungido. Não procuro a sorte dos biliardários. Abro mão das unanimidades. Não pretendo romper qualquer faixa de chegada. Os bravos que fiquem com suas medalhas penduradas no peito. Não quero ser dono de jato ou helicóptero. As autoridades que se atem com os protocolos do poder.

Assumo: a vida me escanteou para as margens – mas estou bem. Sinto-me crescentemente confortável na companhia dos reles. Acho que já posso ser bem vindo no jantar dos pecadores. Eu, “que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas”, agora me sinto à vontade entre proscritos.

Ponho-me a caminho dos esteticamente feios, dos pobres, dos discriminados, dos exilados, dos falidos. E nessa jornada, redescubro a inebriante verdade bíblica de que Deus preferiu fazer morada no acampamento do oprimido. Ele amava as mulheres menos amadas, e fez com que fossem as mais férteis. Para ele, os gigantes encarnavam o mal e os baixinhos eram gente “segundo o seu coração”.

Sucesso, felicidade, liberdade, não seriam a maldição de Mamon? Será que são mesmo desgraçados aqueles que a Fortuna, deusa sem alma, não brindou? Então, qual o consolo dos negros que morreram nos fétidos porões de transatlânticos? Que estavam sendo poupados da escravidão? Ou será que todas as divindades esqueceram deles?
Estavam sós, mulheres queimadas sobre a madeira verde da Inquisição? Chamaremos de bastardos de Javé os soldados rasos que o gás de mostarda asfixiou nas trincheiras da Primeira Grande Guerra do século XX?

Todos os dias, milhões nascem destinados ao anonimato e milhões somem da vida marcados pela miséria. Os pobres se dissolvem em alguma cova rasa. Eles não terão memória. O tempo os esmigalhará em nada. A vida é dolorida, assombrosamente dolorida, para a maioria. Fala-se em compaixão. Palavra fútil. Não haverá compaixão enquanto não se descer do comboio do triunfo.

Levei enxovalhos. Qual foi o meu sofrimento diante da agonia das crianças de Darfur? Sofri olhares de soslaio. Chego a envergonhar-me de minhas aflições. A fotografia de um bairro do Haiti debocha de qualquer lamento meu. Contudo, os poucos e ridículos constrangimentos que rondaram a minha vida serviram para que eu desistisse de segurar o cabo-de-guerra dos bem sucedidos.

Sei que um dia, mais cedo ou mais tarde, todos chegaremos ao fim. Naquele dia, alcançaremos os perdedores. Seremos tão pobres quanto o mais pobre pária indiano, tão frágeis quanto as mais frágeis meninas nordestinas que se prostituem, tão solitários quanto o desterrado africano. E agradeceremos por Deus não dar as costas aos morimbundos. Melhor começar agora a considerar-se derradeiro e não cabeça, louco e não genial, pobre e não abastado.

Soli Deo Gloria

sábado, 19 de maio de 2012

Chorar é Humano!


Por José Barbosa Junior

Postado em 7 de dezembro de 2011

(Dedico este texto em especial à minha amada Sarah Cazella, sua família, e ao amigo Fábio Fino. A dor pela Amanda faz de vocês parecidos com Jesus)

Só acredito num evangelho que me torne cada vez mais humano.

E uma das faces da humanidade que me chama a atenção em Jesus, é a sua capacidade de sofrer, de se comover, de chorar.

Como não chorar diante da notícia de que um amigo querido morreu? Jesus não negou a dor, não esbravejou palavras “de vitória”, sequer declarou que não sentia nada… Ele, o Deus encarnado, chorou, movido por um profundo sentimento de que “não era pra ser assim”…

Lembro-me agora do Júlio, amigo querido, bombeiro, especialista em primeiros-socorros… dedicou sua vida a ajudar o próximo, a salvar vidas, no entanto, um câncer fulminante primeiro lhe arrancou parte do aparelho digestivo e mais tarde, numa metástase cruel, fez com que seu cérebro “derretesse”… No seu velório, fui chamado a dar “uma palavra” como amigo, logo depois que dois pastores já haviam dado suas “lições sobre a morte”… Contrariando as palavras até então dadas, olhei firme para a mãe e a esposa do meu amigo, e disse: “Chorem! Gritem de raiva! Questionem! Deus não ficará chateado… Ele sabe a dor que vocês estão sentindo! Não era pra ser o Júlio… não ele, tão novo, tão querido, tão amigo…”

A morte não é uma coisa boa. Sei que talvez muitos queiram refutar dizendo as palavras de Paulo, “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.” Minha resposta? Ora, vão catar coquinhos!!! A morte pode ser até boa para quem parte, como fim do sofrimento e dor, mas vá explicar isso para uma mãe prestes a perder a filha adolescente, também vítima de um câncer violento e cruel…

Penso agora na Amanda Silva. Amanda tem 17 anos e está internada há algum tempo no Instituto do Câncer, em São Paulo. Descobriu o câncer há um ano e nesse período a doença foi devastadora. Conheci Amanda faz um mês, em sua casa ainda, menina de sorriso fácil e lindo. Já estava debilitada, mas ainda trazia esperança de dias melhores. Hoje parece que essas esperanças foram embora, os médicos já “lavaram as mãos”, Amanda não sente dor por causa das doses, cada vez mais necessárias e maiores de morfina. Estive com ela na sexta e no sábado. Espero estar com ela amanhã…

Amanda se tornou especial para mim por causa de outra pessoa especial, minha namorada Sarah, que a conhece desde pequenina, assim como também outros amigos que, como a Sarah, sentem a dor de ver a Amanda “indo embora” a cada dia…
O rosto já desfigurado, pernas e braços inchados, respiração ofegante (quando não por aparelhos)… tudo isso só aumenta a dor de ver a linda menina sendo vencida pela terrível doença.

Não tenho o que dizer. Para a Sarah, eu digo sempre: Chore! Questione! Brigue com Deus… Ele não ficará chateado… Tanto para ela quanto para os amigos, o que tenho a oferecer é o ombro e o chorar junto. Não tento “defender” Deus… nem mesmo dar uma “explicação teológica” pra tudo isso. Creio num milagre? Sim! E crerei até o final… Mas, e se o milagre não chegar (“hoje o meu milagre vai chegar” pode até vender bastante, mas não encontra eco no chão do sofrimento humano)? Chorarei novamente… terei raiva da morte mais uma vez…

Escrevo também no dia em que recebi a notícia da morte do “seu” Jair, pai de duas queridas amigas de Teresópolis. Um infarto fulminante e em poucos segundo, o pai que levava a filha em casa já não vivia mais. Hoje foi seu enterro. Consegui falar com a Adriana (uma das filhas) e orar para que Deus console a família. Darei o abraço amigo assim que chegar lá…

Deus nos fez humanos… com lágrimas nos olhos… o próprio Deus, encarnado, chorou…

Choremos! Gritemos! Lutemos com Deus! Não deixe que tirem de nós o privilégio de experimentar o Consolador (aliás, interessante uma das “faces” de Deus ser a de “Consolador”… parece que Ele sabia que sofreríamos…) O choro sempre foi realidade na vida daqueles que se dispuseram a “ser gente”, a “se dar pelos outros”, portanto, que ao expressar a dor, saibamos que temos um Deus que “sabe o que é padecer”…

Paz, mesmo em meio ao sofrimento, é o que desejo a vocês.

Em tempo: Hoje mesmo, 07/12, a Amanda não resistiu ao câncer e descansou… a dor é grande… os questionamentos… e a raiva que sinto da morte!

José Barbosa Junior – São Paulo – 07/12/11

sábado, 12 de maio de 2012

Que tenho eu contigo, mulher?



Por Lília Marianno

Publicado em 15/4/2012

Sempre fiquei intrigada com esta expressão no episódio do Casamento em Caná da Galiléia, narrado em João 2. 1-12, aparentemente desrespeitosa da parte de Jesus.


Caná, mas que lugar! A aldeia era tão pequena que nem no mapa aparecia. Devia ser muito pobre para não ter qualquer relevância político-econômica que a fizesse merecer um lugar no mapa. Com certeza um vilarejo pequeno, nas imediações de Nazaré, onde vivia a família de Jesus, os irmãos/ãs, primos/as, tios/as e avôs/ós de Maria e de José, o carpinteiro. O casamento devia ser de alguém da família, pois Maria estava no lugar, talvez como uma das organizadoras (v. 1).

Neste episódio o carpinteiro já não aparece mais. Jesus era o homem da família de Maria, o “pai” de seus irmãos mais novos. Mas pelo cenário descrito, Jesus já não morava mais em casa, pois o texto diz que ele foi convidado com seus discípulos. Ou seja, eles se dirigiram para lá para o casamento. Depois diz que, terminado o casamento, Jesus foi para Cafarnaum com sua mãe e irmãos (e com os discípulos a reboque) e passou alguns dias com os seus (v.12).

Mulheres viúvas e divorciadas, que possuem filhos homens, experimentam um nível de relacionamento diferente com os filhos. Eles são meio filhos, mas meio homens-da-casa. É uma situação de ambiguidade que muitas vezes causa confrontos e desconfortos, pois eles querem ser filhos o tempo inteiro, desejam os mimos e dengos dos tempos de bebê, não desejam ser cobrados, mas a mãe necessita que eles se tornem homens, responsáveis, provedores, e rápido.

O que faz uma mãe viúva (ou divorciada) que tem um filho mais velho, quando a comida acaba? Ela fala: “Filho, não temos mais comida! O que vamos fazer?”. Enquanto lia esse texto, me veio esta cena à mente. De uma mãe atarefada com a manutenção da festa de casamento daqueles parentes pobres — e casamento sempre durava vários dias naquela cultura — quando, de repente, o vinho acabou! “Ah, coitados dos noivos! Eles vão passar tanta vergonha! A festa terá que ser interrompida antes do previsto. Terão que mandar os convidados embora! Que vexame!”. No lugar de Maria, eu teria pensado tudo isso e teria ficado apreensiva pelos noivos, ou por mim mesma, já que teria me metido a organizar uma festa de gente pobre e calculei mal a quantidade de vinho, ou o povo bebeu mais do que o esperado, ou ainda, o pais dos noivos eram pobres demais para suprirem a festa como devia. O fato é: o vinho acabou. Penso que a atitude de Maria foi instintiva: “Filho, eles não têm mais vinho!”; fez como fazia em casa.

Há um código indecifrável ao olho humano aqui nesta cena. Só entende este código o coração do filho ligado ao coração da mãe desde o ventre. É aquele vínculo que nos fazia conversar com o embrião quando nem sabíamos ainda se seria um menino ou menina. Vínculo da certeza de que aquele era um filho da promessa e não seria uma menina. Até poderia ser, mas não será porque Deus falou que seria um homem.

A tradição tem perpetuado que José possivelmente morreu e Jesus teria tomado conta da casa até que começou seu ministério itinerante. Se isso aconteceu de fato, Maria e Jesus passaram um bom tempo se relacionando num outro nível: ela como mãe da família, mas ele como chefe da casa. A ele ela recorreu nas tantas vezes em que a pobreza imposta pelo imperialismo romano deixou a família com tantos meninos pequenos sem comida. Maria conhecia o filho que tinha. Provavelmente quando esses episódios aconteceram na sua família, Jesus, de uma forma miraculosa, deu pão a quem tinha fome. Aliás, a continuação do seu ministério nos mostra que ele não aguentava ver gente com fome por perto, dava um jeito e multiplicava os pães. Eu quero crer que Maria já conhecia o que acontecia em casa quando
Jesus orava e dava graças pelo pão que eles não tinham. O pão simplesmente surgia!

Penso que foi com essa experiência, de panelas vazias, no imaginário, que Maria chegou para Jesus e disse: “Eles não têm mais vinho!”. Ela tanto sabia que ele iria solucionar aquela situação que, mesmo depois da enigmática resposta de Jesus, ela falou aos servos: “Façam tudo o que ele vos disser” (v.5). Esta ordem é muito interessante, porque, afora Jesus e Maria, os servos foram os únicos que sabiam o que realmente se passava. É de admirar que este milagre tenha vindo para o registro bíblico, pois foi um milagre de bastidores que ninguém ficou sabendo.

Em nenhum momento a resposta de Jesus soou a Maria como desrespeito, como nos parece, a olhos ocidentais. Tenho lido inúmeros comentários sobre esta frase “Mulher, que tenho contigo? Ainda não é chegada a minha hora”. Confesso que nenhuma das muitas explicações me convence, a não ser aquilo que o coração de mãe me explica. Vejo Jesus dando uma piscadinha pra sua mãe falando: “Mãe, sossega, eles ainda não podem saber quem eu sou”.

Mas a mãe conhecia o filho que tinha. Ela já o tinha visto em ação antes. E por tantas vezes apenas “guardava no coração” tudo o que via. Maria era uma mulher silenciosa sobre estas coisas essenciais. Talvez como é natural de toda mulher, ela falasse bastante; mas o texto bíblico a relata muito silenciosa, como alguém que mais guardava o que via do que falava. Mas o filho também conhecia sua mãe e não conseguia deixar de ajudá-la. Quando ninguém estava vendo, ele foi aos servos e mandou encher as talhas com água, depois mandou levarem ao mestre-sala.
Bem, o resultado foi que o noivo acabou levando a bronca do mestre-sala: “Meu jovem, como você faz isso? Você tinha que ter servido o vinho bom primeiro, o velho vinha depois, quando todos já estivessem bêbados e nem notariam mais a diferença. Você guardou o bom até agora! Essa juventude!”.

E o noivo ficou ali, desconcertado, sem saber como explicar aquilo, enquanto Jesus e Maria novamente trocam piscadelas.

Ah! Essa divina ligação entre mãe e filho! Como explicá-la?

Lília Marianno

Administradora e teóloga, é professora dos cursos de Administração e Recursos Humanos no Centro Universitário UNIABEU onde também coordena a Pós-Graduação em Literatura Bíblica. Mestre em Ciências da Religião pela UMESP e em Teologia Bíblica pelo STBSB. Pesquisa conflitos e seus reflexos nas relações de gênero, classe, etnia, religião e trabalho. É diretora na Eagle Gestão de Ensino e integra a diretoria da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica - ABIB.

sábado, 5 de maio de 2012

Sobre casamento e amor


Por Ed Rene Kivitz

Não é bom que o homem esteja só.
Far-lhe-ei uma companheira
que lhe seja suficiente.
Gênesis 2.18

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que "já não se amam mais", como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.

Talvez por estas duas razões - o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência - nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo "até que a morte vos separe" cresce a cada dia.

Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo "sem amor nenhum casamento sobrevive", "sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena", "é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento".

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos ... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido...

Um casal bem sucedido é um par de amantes.

Um casal bem sucedido é um par de amigos.

Um casal bem sucedido é um par de aliados.

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de AMOR.
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